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✍Entrevista a Fábio Pinto: Autor de 'Guardiões dos Se7e Elementos' e 'Palavras que Desejei Dizer-te'




Fábio Pinto, autor das obras 'Guardiões dos Se7e Elementos' e 'Palavras que Desejei Dizer-te', concedeu ao JEdLP uma entrevista na qual fala sobre o seu percurso enquanto autor e das dificuldades que teve durante a publicação do seu primeiro livro. 

Nesta conversa, o escritor português partilhou connosco um pouco do seu passado e ainda nos iluminou sobre aquilo que podemos esperar do seu futuro. 





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☞ Boa noite, Fábio! Obrigada por ter aceitado dar esta entrevista ao JEdLP! Nós já nos conhecemos, o Fábio é até um dos nossos prezados colunistas, mas, hoje, será o escritor. E um escritor ainda desconhecido para alguns. Por essa razão, peço que se apresente aos leitores.

Boa noite Raquel... É complicado, fazer uma apresentação sobre a minha pessoa, mas cá vai, sou o Fábio Pinto, tenho 25 anos apesar de aparentar 19 (risos), actualmente moro na cidade de Mirandela onde irei permanecer durante uns tempos. Pois como vou estudar aqui, terei de ficar. Não me considero escritor ainda, normalmente digo que sou aspirante a escritor, ainda tenho muito que aprender, muito mesmo para dizer, que sou escritor.



☞ Permita-me discordar, pois todos aqueles que escrevem são escritores. Independentemente do que muitos digam.

Conte-me, como tem sido a sua experiência enquanto autor de duas obras?

Tem sido uma experiência engraçada. A primeira, Guardiões dos Se7e Elementos pela Chiado não corre como eu esperei que corresse, porém, aprendemos, crescemos e continuamos. Em relação à segunda, Palavras que desejei dizer-te, bem não sabia que tinha " veia poética " mas pelos vistos até tenho, e a noite ajudou-me bastante para construir essa obra a noite e a minha história de amor acabada desse diário inacabado. Mas sim tem sido muito bom, as pessoas perguntam e querem saber mais de nós, o porquê dos livros, de escrevermos, é bastante bom. Agora é aguardar pela terceira obra " entre o Inferno e o Paraíso ".



☞ Qual a razão que o leva a dizer que o primeiro volume não correu tão bem quanto esperado?

Foi uma altura em que fazia tudo a mil, e como não morava em Portugal, não houve tempo para revisão, nem para nada. Tinha o patrocinador a pressionar o que também não ajudou nada, a obra tinha de ser lançada no dia do aniversário da escola onde estudei. Mas apesar de tudo, a história foi bem conseguida, e os feedbacks foram melhores do que julgava que iriam ser.



☞ Compreendo. Coisas feitas sob pressão nunca costumam sair como esperamos. 
Fale-me da sua experiência com a Chiado Editora. Conte-nos tudo.

Na altura que finalizei a obra, enviei para dez editoras e duas responderam, a chiado foi uma dessas duas respostas. Ainda " namoramos " a proposta durante algum tempo, e digo que foi uma óptima experiência, a diretora de edição, foi muito paciente e muito atenciosa, assim como a restante equipa que me acompanhou durante todo o processo ( agora ando outra vez a " namorar " uma nova proposta para a reedição do primeiro volume com a Chiado, mas desta vez revisto e ajustado para conseguir dar continuidade a trilogia) Posso dizer e afirmar que foi boa a experiência.



☞ Aconselharia a Chiado Editora a outros escritores?

Sim, mas acho que em termos de orçamentos, poderiam facilitar mais, é o única coisa que tenho a apontar... O orçamento, é um pouco elevado.



☞ Não considera que esse 'orçamento' é equivalente aos serviços que eles oferecem? E quando menciono isto, incluo a qualidade do papel, serviços de design, a comercialização nos países lusófonos, entre outras coisas. 

Sim, pode ser... Mas mesmo assim, para pessoas desempregadas como é o meu caso, não é nada fácil e por vezes, por mais que queiramos ficar com a Chiado, é-nos impossível. 

E em termos de divulgação penso que poderiam evoluir um pouco mais ajudar mais os escritores. Levá-los a fazer apresentações por livrarias. Mas é apenas a minha opinião.



☞ Entendo. 
Quando me falou de «Guardiões dos Se7e Elementos», disse que na altura não vivia em Portugal. Conte-nos um pouco mais sobre essa história.

Eu no meu caso tive sorte, porque consegui patrocínio. Ah, a história ainda foi escrita em Portugal, e até que a escrevi rápido, uma vez que sou apaixonado por magia, era como se eu tivesse vivido a história, sonhava com a história, conforme ia escrevendo, perdia-me nela como se fosse uma das personagens( dormia com um caderno e uma caneta de.um lado da cama, com o computador do outro lado, acordava durante a madrugada e escrevia). Quando me mudei para França, depois da história feita, comecei a fazer revisão, num computador francês, e deu bronca...

A história dos Guardiões dos Se7e Elementos fala sobre magia elementar, jovens, que dominam cada um o seu elemento, neste caso, na minha história, Se7e Elementos, Água, terra, fogo, ar, quinto elemento ( luz e electricidade, líder do grupo), metal e sangue, os últimos dois fui eu que " inventei e acrescentei à história.



☞ Parece fascinante! E no que diz respeito à obra «Palavras que desejei dizer-te»? Do que trata essa sua história?

Trata-se da minha história de amor acabada, numa espécie de diário inacabado. Fala de amor, e saudade principalmente. Eu não sabia que escrevia algo assim desse género, poesia nunca foi o meu forte até então. As pessoas que me conhecem, e que me vão conhecendo, todos eles dizem e afirmam, que eu sou um romântico extremo... Não concordo com o que dizem, mas eles afirmam, eu nem acredito em finais felizes...

Não sou nada adepto de finais felizes, porque esses finais existem nos contos de fadas, mas, nós, nós vivemos na realidade.



☞ Esta sua obra foi publicada através de que editora?

Capital Books.

Encontrei a Capital pelo Facebook e começámos a falar e mandei o original, fizeram orçamento o que me agradou logo de início, e publiquei, falei com o meu segundo patrocinador e quando dei conta estava tudo pronto para publicar.



☞ Considera este seu livro publicado pela Capital Books um sucesso?

Vai sendo um sucesso, sei que a minha hora ainda no chegou. Ainda estou longe. Mas tem corrido bem, melhor em relação ao primeiro. Mas antes de assinar com a Capital, falei com a Chiado, para não haver problemas, e tudo ficou resolvido.

Aliás não escrevo com o intuito de ser famoso, escrevo para que as pessoas se identifiquem naquilo que escrevo. Esse é o principal objectivo.



☞ Agora, deixando o passado no passado, conte-me... o que nos espera nesta sua terceira obra?

Uma perspectiva de como o ser humano é tão maleável quando se apaixona, que nem se apercebe, o caminho que segue. Erotismo, romance e drama, todos eles num só.

De como deixamos de crer, no que acreditamos porque outro nos faz crer em algo que.nem sequer existe.

Está terceira obra foi um desafio para mim, por várias razões.



☞ Podemos saber quais são essas razões?

Sim, claro que sim. Primeira razão, a obra centra-se numa personagem feminina, tive de ter muito cuidado ao escrever, para não trocar por exemplo ela, por ele. Segunda razão, tive de fazer pesquisa para alguns temas que abordo na obra, para que os leitores consigam perceber desde o início até ao fim o porquê das mudanças constantes da personagem principal. Terceira razão, não escrevi a obra no computador, toda ela foi escrita no meu telemóvel, porque escrevia em todo o lado, na rua, no café, em esplanadas, em todos o lado. Essas são as razões principais... De eu achar que foi um desafio.



☞ Agora, deixando a escrita de lado, conte aos nossos leitores quem é o Fábio. Não o escritor, não o homem, mas sim o menino. Conte-nos quem foi o menino Fábio, as coisas que o inspiraram e aquilo que o fez ser quem é nos dias de hoje.

O Fábio, foi um menino muito, muito feliz, com uma educação exemplar, um menino que brincou na rua com os amigos, um menino que sempre teve facilidade em fazer amigos, que rasgou muitos pares de calças com as brincadeiras, um menino que mesmo homem agora ainda diz, bom dia, boa tarde, boa noite, obrigado, se faz favor, desculpa, a toda a gente. Na minha altura as tecnologias não estavam tão avançadas como estão hoje em dia. Raquel os jovens de hoje em dia, sabem brincar ao peão? Ao berlinde? À macaca?

Fui tão feliz enquanto menino, não que não o seja ainda, mas foi diferente



☞ Respondendo à sua pergunta, creio que não. Infelizmente.
Conte-me, como se imagina no futuro?

No futuro, eu vivo cada dia como se fosse o último, porém penso que me vejo feliz a fazer o que gosto, escrever, viajar, ajudar os outros. E talvez a leccionar.



☞ Quer ser professor?

Não directamente... Mas gosto de ensinar poder dar de mim aos outros, poder ensinar e transmitir o que sei, a outros. Gostaria bastante de fazer voluntariado e ajudar ( é aí que refiro, leccionar) poder dar aos outros o que eles infelizmente não puderam ter com a mesma facilidade que eu tive.



☞ Um objectivo muito nobre! Os meus parabéns!
Muito obrigada por ter aceitado esta entrevista! Como sempre, foi uma experiência fabulosa para o JEdLP! É um prazer entrevistar-se autores que têm tanto para nos contar! Muito obrigada, Fábio! Espero tê-lo por cá novamente!

Obrigado eu, Raquel, pela oportunidade. E certamente estarei por cá, aliás sou um dos colunistas, por isso não se livra tão fácil de mim. (risos) O meu mais sincero obrigado! Foi uma honra.


© 2016, Raquel C. Vicente e JEdLP

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