Novidades

✍Entrevista a Cláudia Coelho Pinheiro: Autora da Obra 'O Jogo da Procura'



Hoje trazemos a todos os nossos leitores uma entrevista com a autora de O Jogo da Procura, Cláudia Coelho Pinheiro! 

Ao JEdLP a escritora revelou quais são as suas principais inspirações, partilhou um pouco da sua vida pessoal e deixou transparecer o seu lado de mãe babada, e ainda nos revelou quem é o seu personagem favorito de entre todos os que criou!




✍✍✍





☞ Boa noite, Cláudia. Antes de mais, permita-me agradecer-lhe por ter aceitado dar esta entrevista ao JEdLP. Para começarmos, gostaria de lhe pedir que se apresentasse aos nossos leitores.


Boa noite. Antes de mais, agradeço o convite para esta entrevista! Sempre achei complicado falar de mim a alguém, mas vou tentar. Chamo-me Cláudia Coelho Pinheiro e sou do Porto. Tenho 25 anos e vivo com os meus pais, marido e o meu filho. Escrevo desde sempre, sendo essa a minha paixão. Como não é possível viver apenas da escrita, possuo um estabelecimento na minha zona de residência.



☞ A Cláudia é autora da obra 'O Jogo da Procura'; ficção. Conte-me, o que é que a levou a escrever esta história e a escolher este género?

Sempre tentei escrever outras coisas. Adoro aqueles textos cheios de enigmas e que falam sobre a vida e outros assuntos tocantes. Compreendo que esse género é o que mais tenha sucesso em Portugal. E, sempre que tentava escrever romances, deparava-me com o vazio pouco tempo depois. Acabava por desistir. Quando sonhei com esta história, com estas personagens, preocupei-me em apontar tudo para não me esquecer e voltei a dormir. Quando vi, dias mais tarde, os meus apontamentos, senti logo entusiasmo para escrever. Para além da história ser interessante, tive o apoio fundamental de uma amiga! E aí descobri que a ficção é o que realmente gosto de escrever. Linguagem simples e coerente, mas que entusiasme o leitor! E, sinceramente, não me vejo a escrever mais nada a não ser ficção, pelo menos nos próximos tempos!



☞ O sonho. É mencionado na sua biografia que a sua história surgiu a partir de um sonho. Peço-lhe que conte tudo aos nossos leitores.

Eu conto esta história imensas vezes! Uma noite sonhei com a queda de dois meteoritos numa escola. Lembro-me perfeitamente do medo, da aflição que estava a sentir. Do barulho das coisas a ruir. Via as pessoas no chão, inanimadas e alguém me chamou Ana, que é o meu primeiro nome. Tratava-se de crianças, em que eu era uma delas. Acordei sobressaltada, acabando por me levantar para colocar tudo no papel. A ideia dos poderes especiais que eles adquiriram por consequência daquele desastre, surgiu mais tarde. Devo dizer que aquele sonho fez-me apaixonar por aquelas personagens e não parava de pensar nelas. A maioria delas, tem nomes de conhecidos/amigos meus, mas as suas características físicas e intelectuais não. Como por exemplo, o casal "sensação" é a Annie, que vem de Ana e Daniel, que é o segundo nome do meu marido. Eles têm uma relação bastante complicada, o que não é de todo o nosso caso.

Todas as personagens têm personalidades fortes, atractivas. Mas muito devido à história de vida. que isso é tudo criado e nada verídico! Essa é a parte de que mais gosto. Nada no ,meu livro é real!



☞ Como tem sido a reacção dos leitores à sua obra? Considera que tem sido um sucesso?

Sim, completamente! Normalmente quando o acabam de ler, o feedback é muito positivo! Recomendam, partilham nas redes sociais e emprestam o livro a a amigos, que para mim é o mais importante! Acho é que o tema não é para todos pois existe muita gente a desvalorizar a ficção sem se quer experimentar!



☞ Concordo com o que disse. Géneros como a ficção são bastantes desvalorizados no nosso país. A Alta Fantasia, por exemplo, é vista como algo para crianças. Portugal ainda é um país de mentes limitadas e moldadas. 

Agora conte-nos, ou melhor, confesse-nos, qual é o seu personagem favorito?

Ui, pergunta difícil! Devo dizer que gosto um pouco de cada um! Adoro a força da Annie, as indecisões do Daniel, o mau humor de Lisa, o mistério de Tyler, a timidez de Miley, a insegurança de Heidi, a determinação de Amanda. Mas o Marty... Bem, para já vem de Martim, que é o nome do meu filho, logo aí, ganha pontos! E tentei fazê-lo como gostaria que um dia o meu filho fosse. Determinado, lutador, forte, sincero e observador! Ok, admito que tenho um carinho especial por esta personagem!



☞ Já que referiu o seu filho Martim, diga-me, como reagiu a sua família? Qual dos seus familiares é o seu maior fã?

O Martim ainda não entende bem que aconteceu, tem apenas 4 anos. A minha família ouvia-me falar em escrever um livro, mas nunca me prenunciei muito porque nunca sonhei que fosse publicá-lo! O meu marido sempre teve a par da história, mas os meus pais não! Então quando falei que algumas editoras queriam editá-lo, eles nem queria acreditar! Acho que o meu maior fã vai ser sempre o Martim! Se ainda não entende que eu escrevi um livro e já diz que sou a maior, imagine quando perceber!! (risos)



☞ Tenho a certeza de que ele tem, e terá, muito orgulho da mãe! 

Gostava que o seu filho fosse escritor?

Adorava que ele fosse feliz! Se ser escritor o ajudasse nesse objetivo que seja! Ele adora ouvir histórias e só quer que seja eu a contar! Vai ter o meu apoio em tudo aquilo que deseje alcançar!



☞ A sua obra é apresentada no site da Chiado, e em muitos outros sítios, como a primeira de uma saga. Quando sairá o segundo volume? E quantos volumes espera escrever?

O segundo volume encontra-se numa fase inicial. Neste momento, quero-me concentrar na divulgação do primeiro volume, tentando fazer o máximo possível! Há quem diga que não gostavam de ser conhecidos! Eu admito que gostava de chegar aos top's em Portugal. Acho que seria inédito um livro de ficção portuguesa chegar a um top! Pretendo dividir a saga em três partes, pois ainda tenho muito para contar!



☞ A Cláudia referiu que possui um estabelecimento e é evidente que tem a sua família 'construída'. É difícil conciliar a escrita, o trabalho e a vida pessoal?

É um bocadinho! A escrita acaba por ficar sempre para último... Muitas vezes escrevo de madrugada, ou enquanto aguardo nas consultas de médicos! Mas quando somos organizados, o tempo estica!



☞ Quais são os escritores e as obras que mais a inspiram?

Adoro Suzanne Collins (The Hunger Games) Veronica Roth (Saga Divergente), são as minhas divas! Mas tudo o que fez despontar o meu gosto pela escrita foi a J.K Rowling (Harry Potter)!



☞ Enquanto escritora, como é que se vê daqui a uns anos?

Gostava que os meus livros tivessem sucesso. Imaginava-me a continuar a escrever e a trabalhar, pois resumo-me a isso! Continuaria a ter a minha vida calma e sossegada, mas a poder fazer mais daquilo que gosto! Imagino-me com mais uns livros escritos e com muitos projetos!



☞ Referiu que teve diversas editoras interessadas na sua obra. O que é que a levou a escolher a Chiado Editora?

Bem, a Chiado era sem dúvida a mais conhecida e a que prometeu mais! Era a que tinha melhores condições para o projeto avançar!



☞ Como é que descreveria a sua experiência com a Chiado Editora?

A Chiado Editora é muito grande e cada vez cresce mais. O que eu acho é que deve ser difícil conseguir chegar a todos os escritores que possuem. Mas a equipa é fantástica e tentam sempre conceder os meus pedidos (que admito serem muitos). Por vezes demoram um pouco a ser realizados, mas são sempre feitos com eficácia.



☞ Recomendaria a Chiado Editora a outros escritores?

Sim, recomendaria e recomendo. Mas por vezes, os escritores acham que as editoras irão realizar o trabalho todo sozinhas, mas nisso estão enganados! Tem de haver muito trabalho da nossa parte.



☞ Agora, para terminarmos, diga-me... quem foi a Cláudia? Não a mulher, não a escritora, nem a mãe. Mas sim a menina. Fale-nos da menina Cláudia. Partilhe com os nossos leitores um pouco da sua infância.

Parece um cliché, mas tive uma infância super feliz! Cresci num seio familiar calmo e muito trabalhador. Os meus pais sempre possuíram estabelecimento e toda a ajuda era necessária, mas sempre o fiz de bom agrado. Brinquei muito, esfolei muito os joelhos, corri, saltei e sonhei! Sonhei que um dia conseguiria realizar os meus sonhos, e parte deles estão realizados. Sempre tive um sorriso estampado no rosto, característica prolongada até aos dias de hoje. Posso dizer que tive uma infância espetacular e, sem dúvida, que teve uma importância enorme para gerar a pessoa que sou hoje.



☞ Em nome de toda a equipa do JEdLP, agradeço-lhe imensamente por nos ter concedido esta entrevista. Foi um prazer e uma grande honra! Desejo-lhe todo o sucesso do mundo e espero poder repetir no futuro com uma nova obra e uma Cláudia ainda mais bem-sucedida! Muito obrigada!

Eu é que agradeço o convite, mais uma vez, e toda a simpatia. Desejo-vos um enorme sucesso e continuem com o bom trabalho que nos é habitual! Obrigada.



© 2016, Raquel C. Vicente e JEdLP

Sem comentários