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✍Entrevista a Pedro Inocêncio: Autor da Obra 'Tudo Acontece por uma Razão'






O JEdLP traz-vos uma entrevista com o escritor Pedro Inocêncio, autor da obra Tudo Acontece por uma Razão.

Professor de Educação Física, Esposo e Pai Babado, o autor falou-nos um pouco sobre a sua obra, os seus planos futuros, revelou-nos quais foram as suas inspirações e confessou-nos que se encontra já a escrever o seu próximo romance. Também nos falou da sua experiência com a Chiado Editora e ainda partilhou connosco algumas memórias da sua infância.

Um escritor fabuloso, uma pessoa bastante simpática e humilde que vale a pena conhecer! 



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☞ Boa tarde, Pedro. Antes de mais, agradeço-lhe profundamente por ter concedido ao JEdLP esta entrevista. É uma honra tê-lo connosco! Para começarmos, e apesar de já o termos apresentado na introdução da entrevista, gostaria que se descrevesse aos leitores do nosso site! Que contasse a quem segue o JEdLP quem é o Pedro, como se estivesse a descrever um personagem do seu livro.



Bem, sou uma pessoa que ama a vida! Vivo para a família e para os amigos. Gosto de ter por perto aqueles de quem mais gosto e que gostam de mim. A escrita e o desporto são as minhas duas grandes paixões e os meus principais hobbies. Pratico regularmente ténis e sou um leitor compulsivo. Profissionalmente sou Professor de Educação Física e considero-me, também, um empreendedor uma vez que tenho desenvolvido diversos projetos na área do desporto e da cultura. 





☞ Tudo Acontece por uma Razão é uma obra que nos transporta «para uma fantástica e quimérica viagem de libertação de tabus e de preconceitos sociais, em busca da descoberta do verdadeiro amor», tal como se pode ler na sinopse. Conte-me, que tipo de tabus e preconceitos sociais irá abordar nesta sua obra? Fale-nos um pouco sobre a história deste seu primeiro romance.



A personagem principal deste romance principal, Francisco Andrade, irá ser sujeito a diversas provações ao longo da história. Quem já leu este romance policial frequentemente relata que sente alguma revolta pelas injustiças e traições que são cometidas ao protagonista. Francisco vive, aparentemente uma vida perfeita mas bastou um dia para Francisco Andrade ver o seu mundo cor de rosa ruir por completo... No início de mais uma semana de trabalho, Francisco é confrontado, logo pela manhã, com o desaparecimento de toda a frota de automóveis de luxo do seu Stand de família. A polícia, ao investigar o caso, aponta-o como principal suspeito do crime, já que todas as evidências recolhidas o inculpam! Ao chegar a casa, destroçado e confuso, depara-se com uma prostituta, que não conhece de lado algum, algemada à sua cama! É surpreendido pela sua mulher, Cristina, que o abandona sem lhe dar qualquer possibilidade para se defender. Tanto a família, como os amigos, se afastam de Francisco, aquando da sua humilhação pública, desvendada e inflamada pela comunicação social, por um crime que não cometera. O suicídio era a única saída que Francisco Andrade conseguia descortinar. Preparado para ceifar a sua própria vida, eis que surge um amor do passado que o resgata do abismo e lhe devolve a alegria de viver. 



☞ O que é que o levou — ou inspirou — a escrever este livro? Qual foi a razão ou a coisa que deu origem à história do seu protagonista Francisco Andrade?

A inspiração inicial surgiu de uma insólita notíca que li num jornal. Em pouco mais de um quarto de hora o corpo principal da história apareceu à minha frente! Depois escrevi o primeiro capítulo, a seguir o segundo e por aí em diante... Entrei dentro da trama de tal forma que as personagens criaram vida própria e modelaram as suas prestações na história. A ideia geral manteve-se mas os contornos da trama e características das personagens alteraram-se radicalmente. Foi uma grande aventura escrever este livro! 



☞ Pensa em escrever uma continuação para este seu romance? Talvez uma saga?

Não penso numa continuação deste romance. Já me perguntaram várias vezes se penso numa sequela, num Tudo Acontece Por Uma Razão II... Talvez um dia, quem sabe? Mas neste momento estou a escrever um novo livro e é um romance histórico. Quem já leu o meu primeiro livro irá identificar a minha forma de escrever É mais um desafio, gosto de me pôr à prova e trilhar por caminhos desconhecidos, sair da minha zona de conforto... 



☞ Quem lê a sua biografia, percebe de imediato que é uma pessoa feliz. Alguém que encontrou o amor e fundou uma família de sonho. Os meus parabéns por isso. 
Conte-me, a sua realização sentimental influenciou de alguma forma a criação da história de Tudo Acontece por uma Razão? 

Acredito que o meio em que estamos inseridos e as pessoas que gravitam à nossa volta influenciam decisivamente quem nós somos. A minha família está sempre comigo, apoia-me imenso, orgulha-se das coisas que eu faço. Isso é uma grande vantagem! Para além da minha família tenho a sorte de ter sempre pessoas à minha volta que gostam tanto de mim como eu delas! Ficamos assim mais fortes e imunes dos invejosos e mal resolvidos desta vida... 



☞ Qual foi a principal mensagem que pretendeu transmitir aos leitores nesta sua obra?

Não tenho uma mensagem pensada... Aliás nada do que foi escrito teve um planeamento muito elaborado. Limito-me a escrever o que sinto e aquilo que a minha inspiração e criatividade conseguem conceber. E tenho que me divertir enquanto escrevo, senão não faz sentido, não vale a pena... O primeiro público daquilo que escrevo sou eu mesmo! Claro que sinto um enorme orgulho em conseguir chegar a cada vez mais pessoas e receber assiduamente críticas entusiasticas e motivadoras. É sinal de que quem lê o livro passa um bom bocado na sua companhia. 



☞ Ao escrever, possui algum género favorito?

Tento escrever de acordo com o que gosto de ler. Romances históricos e romances policiais estão entre os meus géneros favoritos.



☞ Tudo Acontece por uma Razão foi publicado pela Chiado Editora. O que é que o levou a escolhê-los para darem vida à sua história? 

A filosofia da Chiado está baseada no lançamento de novos autores. São uma editora relativamente recente e que tem vindo a crescer imenso, com uma comunicação jovem e virada para as novas tecnologias. Tive outras propostas de editoras mas optei pela Chiado pela diferença da sua presença no mundo editorial. 



☞ Como descreveria esta sua experiência com a Chiado Editora? Considera-a positiva? Estaria disposto a repetir com uma outra e nova obra, ou, quem sabe, com uma continuação do Tudo Acontece por uma Razão?

Considero que tem sido uma parceria muito positiva e estou grato à Chiado por me ter acompanhado neste meu debute no mundo editorial. 

Estarei, obviamente, recetivo a continuar a trabalhar com a editora que me viu nascer como autor de romances. Mas primeiro terei que acabar o livro que estou a escrever e saber o que a editora me pode oferecer. Seria um prazer continuar na Chiado mas tudo a seu tempo.



☞ Aconselharia a Chiado Editora a outros escritores?

Sim.



☞ O Pedro é esposo, pai e professor de Educação Física (tal como mencionei no início da entrevista). É-lhe difícil conciliar o trabalho, a vida pessoal e o amor pelas letras?

Não considero difícil. Somos pessoas multifacetadas. Todos! Alguns nunca se deram ao trabalho de descobrir os seus talentos...

A escrita é uma realidade paralela, um mundo que eu crio e onde damos vida a personagens que apenas vivem na nossa imaginação... Na escrita ficcional imitamos a vida! Isso, só por si, é um enorme desafio. Tenho necessidade de criar e adoro escrever! Cada vez mais pessoas conhecem o meu trabalho (já são quase 7000 seguidores na minha página de autor no Facebook – escrita do pedro inocêncio) e desfrutam da leitura da obra. Não vejo nenhuma razão que me leve a deixar de fazer uma coisa que me dá tanto prazer e que tem tido um excelente feedback do público.



☞ De todos os géneros literários, qual é o que mais aprecia ler? E do vasto mundo dos escritores, quem é o seu favorito?

Os romances históricos são a minha paixão e é dentro desse género que eu gasto o meu dinheiro enquanto leitor. 

Aprecio os romances históricos do Simon Scarrow, o suspense viciante do Dan Brown, a riqueza imaginativa das narrativas do Ken Follet, a investigação minuciosa do José Rodrigues dos Santos e escrita fluída do Miguel Sousa Tavares. Podia continuar... Não tenho um autor favorito, gosto de tantos!



☞ Para terminarmos esta entrevista, vou-lhe pedir que me fale do Pedro. Não do Pedro Inocêncio, o escritor e professor de Educação Física, nem do Pedro, o homem, marido e pai. Mas sim do Pedro, o menino. Partilhe connosco um pouco do seu passado, da sua infância, das suas memórias. Peço que abra o coração aos leitores do JEdLP.

Nasci no Alentejo, em Elvas, onde vivi até aos 15 anos, tendo usufruído de uma infância e adolescência repleta de liberdade e vida ao ar livre, coisa rara nos dias de hoje. Mantenho uma ligação estreita com a minha cidade, as suas gentes e os meus amigos de infância. 

O Liceu foi já feito em Faro, onde residi até completar o 12º ano. Com a chegada ao Algarve, tornei-me dependente do mar e do seu fascínio e mistério. Até aos dias de hoje, esse elemento natural, e tão fortemente evocado pelos poetas de outrora, continua a exercer sobre mim um enorme poder e eu deixo-me levar pelos seus murmúrios, pelo seu canto e pelos seus segredos...

Depois veio Lisboa e os “loucos” tempos como estudante universitário. Foram cinco anos intensos e marcantes. Para além de festas, excessos e descobertas próprias da idade, consegui, também, dedicar-me aos estudos. Concluí o curso ainda no século passado, no ano de 1999, e depois de um ano a trabalhar na capital, voltei para o Algarve onde conheci a Susana. Casei-me em 2003 no Fundão, terra natal da minha mulher. 

Para além de professor de Educação Física, profissão que abracei por vocação e paixão, fui “seduzido” pelo meu sentido empreendedor e dinâmico, tendo enlaçado experiências diversas ao longo dos anos: fui formador em Cursos Profissionais, ministrei aulas de ténis, orientei equipas de animação desportiva no mercado turístico e formei uma empresa de Rent-a-bike, a “Bikers”.

Aprecio aproveitar, da melhor forma que me é possível, os tempos livres que, entre tanta azáfama, ainda vão espreitando, mesmo que sobranceiramente... E, como pai dedicado e deliciado que sou, não tenho outra opção senão cuidar de quem mais merece a minha atenção! Pratico regularmente ténis e natação, sou um leitor compulsivo, escrevo sempre que tenho um momento a sós e adoro ouvir e fazer música. No campo musical, participei em inúmeros projetos e bandas, como vocalista e letrista. Com uma dessas bandas, os Move, tive a oportunidade de editar um CD, com o título sugestivo “Antes que o mundo acabe”. O álbum esteve à venda, durante um ano, em todas as lojas Fnac do país. Os temas em destaque Alma Gémea e Simbiose rodaram em diversas rádios locais e nacionais.



☞ Muito obrigada por nos ter concedido esta entrevista, Pedro! Foi uma honra e um enorme prazer! Em nome de toda a equipa, desejo-lhe a maior das felicidades e dos sucessos! Espero poder entrevistá-lo novamente no futuro, com uma nova obra! Mais uma vez, muito obrigada!



© 2016, Raquel C. Vicente e JEdLP

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