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✍Resenha por Ana Ribeiro: Segundo a Lei da Arma de José Casado Alberto


Em parceria com a Chiado Editora, os autores residentes do projecto JEDLP (Jovens Escritores De Língua Portuguesa), propuseram-se a resenhar os livros de alguns escritores que nos têm vindo a contactar para divulgarem o seu trabalho.

O autor José Casado Alberto foi um dos primeiros a contactar-nos e estreou-se no mundo literário com esta obra que nos leva a viajar pelo mundo do Far West e dos cowboys, muito ao jeito da banda desenhada do Lucky Luke.



O livro está dividido em três partes: Texas Red, Olhos-Azuis e Forasteiro Negro, tudo nomes de personagens que figuram no enredo.

Para além disso, tem a particularidade de o enredo do livro ser contado sob duas perspectivas, sendo uma delas, a de um bando de corvos negros que sobrevoam o local onde se encontra um dos protagonistas da história.

Será um evidente sinal de presságio dado pelo autor? Sinal de morte e de muito sangue à mistura? 

Acho que cada leitor fará a sua interpretação pessoal.

À medida que vamos lendo o livro, vamos percebendo através das várias descrições feitas pelo autor, pelos detalhes presentes no texto e pela descrição das personagens, que o autor é um aficionado por esta temática denotando-se a exigência nos pormenores que nos transportam de imediato para aquele universo.

O livro inicia-se com a história de John Reading, mais conhecido por Texas Red. Ele e os seus amigos preparam-se para assaltar um carrinha com dinheiro. John Reading, de descendência Índia, pretende vingar-se da captura da sua família.


Segue-se, na segunda parte do livro, a história de Olhos Azuis, um ranger ansioso por encontrar John Reading e matá-lo, é uma personagem com um temperamento menos mafioso que Texas Red, à medida que o vamos conhecendo vamos percebendo que o seu maior desejo é voltar para casa para junto da família.


Por fim, o Forasteiro Negro, também com sede de vingança, pronto para ajustar contas com Texas Red.

Gostei do livro, apesar de não ser bem o meu enredo preferido. A escrita é simples e fluída, fácil de compreender e de acompanhar e apresenta muito poucas gralhas.

Recomendo a leitura!



© 2016, Ana Ribeiro e JEdLP

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