Novidades

✍Entrevista a Débora Macedo Afonso: Autora das obras 'Fomos Instantes' e 'Mais do que Instantes'


No sábado, a autora de Fomos Instantes e Mais do que Instantes concedeu ao JEdLP a honra de entrevistá-la. Hoje, trazemos a todos os nossos leitores a conversa com a maravilhosa Débora Macedo Afonso, que para além de escritora é a co-fundadora do Festival dos Livros em Carção. 

Leiam a entrevista que se segue e fiquem a conhecer um pouco melhor esta talentosa e sempre simpática autora nortenha!


✍✍



✍Boa tarde, Débora! Agradeço-lhe profundamente por ter aceitado dar esta entrevista ao JEdLP. Peço que comece por falar um pouco de si aos nossos leitores!


Olá. Eu é que agradeço muito esta oportunidade ao JEdLP. Sobre mim... Débora, assim quis minha mãe chamar-me, nasci em Bragança a 10 de Maio de 1993 e estudei Línguas para Relações Internacionais na minha cidade natal. Sou uma jovem sonhadora e divertida, que gosta de passar o tempo livre entre livros mas principalmente gosto de escrever: criar histórias e levar a imaginação o mais longe possível. Adoro viajar, tirar fotografias, e também cozinhar, especialmente fazer doces: Cupcakes. Publiquei o meu primeiro livro em Junho de 2015 - Fomos Instantes com a Chiado Editora. E, em Junho de 2016 lancei o meu segundo livro - Mais Do Que Instantes, também editado pela Chiado Editora. Sou juntamente com a minha irmã, também autora - Sara Ana Macedo Afonso, a organização do Festival dos Livros em Carção, cuja 1º edição aconteceu em Agosto de 2016. Para além disto, tenho um blog intitulado THE MAGIC OF WORDS, que fez 1 ano de existência em Agosto de 2016.


✍Antes de mais, parabéns pelas vitórias conquistadas até agora e pelo aniversário do seu blogue! 
Fomos Instantes, a sua primeira obra, tal como disse, foi publicada no ano de 2015 através da Chiado Editora. A questão que lhe coloco é: quando é que despertou a sua paixão pela escrita? Quando é que soube que desejava passar para o papel as histórias que viviam na sua mente?

Muito obrigada. Recordo-me de que quando era pequena, adorava ter livros novos, sentir aquele cheiro único que os livros tem quando acabam de chegar.... Aproveitava então, quando vinha um "senhor distribuidor" à escola vender livros, para pedir à minha mãe para comprar só mais um da colecção "Pingu". Ficava fascinada com as imagens que vinham naqueles livros infantis, costumava ficar admira-los enquanto a minha irmã me lia a sua história. Mais tarde, quando a minha irmã publicou a sua primeira obra, "Enquanto o tempo quiser", foi quando me rendi verdadeiramente a literatura e comecei a olhar os livros com outros olhos. O gosto pela escrita, acho que surgiu mais recentemente, quando o meu tempo livre ficou mais alongado e decidi dedicar-me a inventar histórias, e tentar ser eu a escrever aquelas coisas do amor que os livros possuem. Foi então que descobri que é fantástico colocarmos no papel aquilo que nos vai na alma, e mesmo que depois ninguém leia, até porque às vezes não queremos mostrar, penso que é um bom mecanismo de terapia, é relaxante.


✍Fomos Instantes é um romance que conta a história de Vitória, uma aluna do Instituto Politécnico de Bragança que no último ano de licenciatura descobre o amor. Fale-nos sobre esta história. O que a levou a escrevê-la e quais foram as suas principais inspirações?

Sim, é um pequeno romance que segundo alguns leitores, muito actual porque retrata em parte algumas das relações que se vivem nos dias que decorrem. Fomos Instantes é uma história que aborda o amor, a amizade e algumas as peripécias de jovens… De jovens como eu, como qualquer um. Talvez por isso que seja tão fácil as pessoas se identificarem com a história. Vitória e Guilherme, assim chamei os personagens principais, são eles que ao longo das páginas mostram aquilo que há de melhor em Bragança e arredores, bem como contam o dia-a-dia de uma vida académica, vivendo pelo meio disto tudo um amor cheio de complicações mas muito intenso. O que me levou a escrever esta história... Penso que é a primeira vez que alguém me coloca esta questão! (risos) Acho que como já disse na resposta anterior, foi demasiado tempo livre e talvez a necessidade de fazer coisas novas. Nunca tinha escrita uma história mesmo, apenas textos soltos, frases sem muito sentido e construir este enredo era um desafio para mim mesma. Quantos as minhas inspirações creio que tudo aquilo que me rodeia é algo que se pode usar numa história! Tenho familiares e amigos que já ficam em modo alerta quando estão comigo, pois segundo eles já vou por-me a escrever uma história sobre aquilo. (risos) Para escrever Fomos Instantes devo dizer que fui inspirada um pouco nas experiências académicas, naquilo que fui observando ao longo do tempo, tentando colocar no papel um pouco daquilo que é ser estudante em Trás-os-Montes.



✍Romance. O que a levou a decidir-se por este género? E quais foram os livros que mais a marcaram ao longo da vida?


Sim, romance é sem dúvida o género que mais leio e talvez também por isso me sentia mais confortável com ele. Para mim, amor é vida, se não amarmos e formos amados não vivemos. O mundo seria um lugar melhor se houvesse mais amor. Então partido disto, porque não falar de amor? Porque não ser eu a escrever aqueles coisas incrivelmente lamechas ou arrebatadoras que há nos livros? Pronto acho que foi por isso que resolvi envergar pelos romances, apesar de não ter colocado uma cruz nos outros géneros literários. Contudo, caso algum dia venha a escrever outro género que não seja romance, o amor certamente que vai lá estar, e o livro vai ter uma estranha classificação. (ahahah) Quantos aos livros que mais me marcaram até agora isso é uma pergunta muito difícil. No entanto, devo dizer que "Um Momento Inesquecível" de Nicholas Sparks assinalou a minha adolescência. Mais recentemente, "Fala-me de Um Dia Perfeito" de Jennifer Niven e "Viver Depois de Ti" de Jojo Moyes.



✍A Débora, tal como nos disse no início da entrevista, nasceu em Bragança onde estuda Línguas para Relações Internacionais. E é alguém que ama cozinhar e viajar. A vida académica e estas suas paixões influenciam de que forma a sua escrita? Considera que a melhoram de alguma maneira?


As minhas paixões fazem parte daquilo que sou enquanto pessoa. Elas ajudam a moldar a minha personalidade e carácter. Se isso melhora em algum aspecto a forma como escrevo não sei. Geralmente as pessoas dizem que tenho uma escrita simples e fluída sem muitos rodeios. Penso que isso me caracteriza além da escrita pois sou simples e prática.


✍Quando escreve, o que pretende transmitir ao leitor?

Hum, acho que acima de tudo que é possível realizar os nossos sonhos. A minha personagem principal deste meu primeiro romance , a Vitória é muito sonhadora, talvez isso seja uma característica minha, por isso que digo sempre a minha Vitória. Ela é assim cheia de sonhos, que vai atrás daquilo que ambiciona, com um propósito, de os leitores sonharem e lembrarem-se que é possível! É claro que os meus livros não são um mundo cor de rosa e de felizes para sempre, mas é justamente por estar próximo da realidade que podemos encontrar o nosso caminho, porque é preciso "saber enxergar coisas boas em cada momento ruim que nos acontecer". Esse é o sentido da vida!


✍Agora que falámos deste seu primeiro livro, passemos para o mais recente: Mais do que Instantes. Este seu segundo livro foi publicado no início deste ano, também pela Chiado Editora, e, tal como o primeiro, é um romance. 
Fale-nos um pouco desta sua segunda obra!

Este meu segundo livro, Mais Do Que Instantes, é na verdade a continuação de Fomos Instantes. Ele nasceu da vontade que querer continuar a escrever, bem como de concluir a história de Vitória. Senti a necessidade de dizer algo mais, de dar uma continuidade ao enredo.
Sem me alongar muito ao ponto de desvendar a história... Nesta segunda parte (Mais Do Que Instantes), Vitória passa de uma vida atribulada de estudante para as primeiras complicações quando se embarca no mercado de trabalho, é mostrado as dificuldades da profissão por ela (Vitória) escolhida. Há, evidentemente, a continuação do romance, e o desfecho do mesmo. O palco desta narrativa é mais uma vez, Bragança, contando claro, com outras cidades. É uma continuação que como a minha irmã diz: “começa logo com um momento de celebração e que acaba surpreendentemente na perfeição!”.


✍Ambas as obras foram publicadas pela Chiado Editora. Como descreveria a experiência com eles?

Sim, felizmente a Chiado Editora mostrou-se interessada no meu trabalho dando-me a possibilidade de publicar a minha história, por isso sou-lhes muito grata por esta oportunidade. O processo de edição correu como bem, e o contacto continuou a sem mantido.


✍Recomendaria esta editora a outros escritores? E gostaria de publicar com eles uma terceira vez?

Cada escritor é único e deve procurar uma editora com quem consiga se conciliar afim de ter os melhores benefícios. Quanto a se eu voltaria a publicar uma nova obra com a Chiado Editora isso só o futuro o dirá.


✍A Débora, juntamente com a sua irmã, fundou o Festival dos Livros em Carção. Como diria que correu este primeiro ano? E como surgiu esta iniciativa?

Esta iniciativa surgiu numa conversa informal entre mim e a minha irmã que achamos que há falta de divulgação de Novos Autores, e de Autores Transmontanos. Foi então que resolvemos ser nos as criadores de um evento onde pudéssemos promover estes rostos poucos conhecidos pelo público em geral. A primeira edição correu muito bem. Claro que houve contratempos, mas isso faz parte, principalmente de um evento desta categoria. Contudo, de forma geral a avaliação a fazer é muito positiva e por isso vamos continuar nesta aventura, sendo que já temos em mente a segunda edição do Festival dos Livros para 2018, com muitas novidades e surpresas.


✍O festival contou com nomes proeminentes do panorama literário nacional como Margarida Pizarro, autora de Em Busca das Borboletas, e o afamado Pedro Chagas Freitas, autor de inúmeras obras. Como foi contar com a presença desses autores? E qual foi o feedback daqueles que marcaram presença no festival?

Sim, é verdade. Eu contactei-os via e-mail e sempre se mostraram interessados e acessíveis. A presença deles foi importante e trouxe, como seria de esperar, mais pessoas ao evento. Eu pessoalmente adorei conhece-los. O feedback que temos da parte deles, quer da Margarida Pizarro, quer do Pedro Chagas Freitas, é que gostaram de contribuir para o 1º Festival dos Livros, para além de que nos deram força para que continuássemos com a iniciativa.

✍Muitos parabéns por todas essas conquistas, Débora!
Para terminarmos a entrevista, gostaria de lhe pedir que me falasse da Débora. Mas não da escritora, nem da mulher que adora viajar e fazer cupcakes! Gostava que me falasse da menina. Da menina Débora. Que partilhasse com os leitores do JEdLP memórias da sua meninez!

Muito obrigada. Hum... Dessa não esperava eu (risos). O que dizer? A menina Débora, euzinha, cresceu numa aldeia, onde frequentou a escola até à 4ª classe, e depois foi para a vila mais próxima continuar a estudar. Nunca foi uma aluna muito exemplar e preferia ir para casa brincar. Sempre foi uma menina agarrada à família, que literalmente andava debaixo das sais da mãe, e às vezes da irmã. Fazia sempre presentes para a mãe, nem que fosse um pedaço de folha com corações. Adora estar com o avô mas ele tinha de colocar o filme Zorro. Obrigava a irmã a sentar-se no chão para brincar com as barbies e imponha-lhe a leitura de livros que para ela já eram muito acriançados (a minha irmã leva-me 5 anos e isto em algumas altura nota-se). Tinha, também, a sua família de bonecos, todos eles tinham um nome e eram todos seus filhos, o que me assusta agora porque eram uns 7 ou 8 nenucos. (risos) Gostava de andar de bicicleta e ir descobrir sítios novos, embora não fosse muito além das 2 ou 3 ruas do bairro. Por fim, para não me alongar muito mais, o Natal era e continua a ser a época com mais magia para mim. Recordo-me muito bem de como era encantador aqueles dias quando se montava a árvore de natal. 
Mais uma vez obrigada. Gostei muito da nossa conversa. Fico muito grata. Espero ter correspondido às expectativas e espero que os leitores do JEdLP gostem desta entrevista, pois eu adorei.


✍Nós é que agradecemos, Débora! Foi uma honra tê-la connosco! Um abraço e, em nome da equipa, muito obrigada e muito sucesso!


© 2016, Raquel C. Vicente e JEdLP

1 comentário:

  1. Olá :) Enviamos um convite para o teu email.
    Contamos contigo? :)

    ResponderEliminar